Os anos letivos são os mesmos para todos os tipos de alunos, independentemente de suas capacidades. Alunos que já sabem a matéria ficam imobilizados na sala de aula a perder seu precioso tempo, enquanto deviam estar a experimentar e estudar coisas mais importantes, a se movimentar, praticar esportes, etc. Para os meninos, ficar imobilizado na sala de aula é um problema gravíssimo. Escola é lugar de aprendizado; lugar de ficar marcando passo é o quartel; lugar de socialização é a família, o clube, a vizinhança, a internet, algumas atividades dentro da igreja, e até algumas atividades dentro da escola mesmo, contanto que sejam especialmente definidas para isso.
Solução proposta: Cada aluno devia ter a oportunidade de estudar de acordo com sua velocidade de aprendizado, e passar para estudos mais avançados logo que dominasse os estudos mais básicos. Cada ano letivo ou módulo disciplinar deveria compreender um período de tempo para cada aluno, encerrando-se quando o aluno atingisse o devido aprendizado. Aqui surge o problema logístico de se começar o próximo ano letivo ou módulo disciplinar para um dado aluno. Não é de mais dizer que toda passagem para níveis mais altos de aprendizado, na escola, deve ser sugerida pelos professores, avaliada por especialistas, e autorizada pelos pais. Os módulos disciplinares, ou simplesmente disciplinas, devem ser encaixados, uns antes dos outros, em sequência e em paralelo, talvez alguns opcionais, de modo que, de acordo com uma orientação profissional, com anuência dos pais, proceda-se à construção educacional direcionada para uma carreira profissional preestabelecida: engenharias, ciências naturais, Medicina, ciencias humanas, ciências sociais, artes e ofícios, Matemática, Direito, etc. Aqui há bastante liberdade e possibilidade de mudança de carreira.
Com a massificação do ensino, ajuntando-se numa mesma classe pessoas de diferentes estágios de aprendizado, gêneros sexuais, anseios, tipos metabólicos, psicológicos, culturas familiares, times de futebol, gostos musicais, etc, cria-se o problema da dispersão de atenção. Toda atividade de ensino deve ser implementada de modo a haver o mínimo de dispersão, e, portanto, o máximo de concentração mental dos alunos para a aprendizagem. Isto é conseguido com exposição planejada, resumida, rápida, mas não excessivamente rápida, mais instruções e menos aulas expositivas, mais orientação e menos resolução de exercícios em sala, mais delegação de atividades e menos soluções concedidas, mais exemplos práticos e menos teóricos, mais sugestões e exemplos de vida e menos imposições. Outros fatores que devem ser considerados são o respeito a intervalos para descanso, para sono, para alimentação, e atividades prazerosas. Classes mais homogêneas e menos numerosas são melhores para haver mais concentração da atenção dos alunos. Instruções podem ser dadas em salas mais numerosas. Orientações devem ser dadas individualmente. O tempo de aula deve ser minimizado, pois existem outras atividades que os estudantes querem praticar, tais como esportes, encontros com amigos, passeios, etc. Cabe aos orientadores, instrutores e professores auxiliarem os alunos com sugestões de atividades extra classe.
Definição de objetivos para cada etapa também ajuda o aluno a concentrar esforços numa só direção e aumentar a sua eficiência de aprendizado.
Eliminação de fatores estressantes para aumentar a eficiência de aprendizado. Ambiente salubre, com boa iluminação, ventilação, espaço físico adequado, eliminação de ruídos desagradáveis a um nível mínimo.
Anos letivos ou módulos disciplinares não rígidos, com início e fim não necessariamente fixados, é muito mais complexo de se administrar, mas creio que seja muito mais eficiente e benéfico para os estudantes, que passariam a aprender mais em menos tempo, sofrer menos os traumas do ensino, e se preparar melhor e mais precocemente para a continuidade de suas vidas profissionais. Haveria menos comprometimentos emocionais entre as pessoas envolvidas em todo o processo de ensino e mais desenvolvimento para o País. Ainda creio que seria mais barato, pois as pessoas ficariam menos tempo na escola e não haveria repetições.
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