domingo, 3 de janeiro de 2010

Educação à distância

 

Uma decisão governamental de investir em educação pela internet, é imprescindível para o desenvolvimento rápido do País.  A escola convencional não é suficiente para preparar as  novas gerações.  A iniciativa privada não consegue ou não tem interesse em promover o acesso dos estudantes à internet de qualidade, rápida e a preço acessível. Enquanto isso, os países que investiram em educação de qualidade há vinte anos, estão hoje a colher crescimento econômico de quase dois dígitos. 

Propostas : 

(1) Disponibilidade de banda larga de pelo menos 4Mb, ou o suficiente para assistir a vídeos educacionais pelo Youtube sem travamento de vídeo, além de fazer pesquisas em sites, e organizar informações na “nuvem” (cloud computing).  

(2)  Produção de conteúdo pelos melhores professores e disponibilizado em sites de fácil acesso como a Wikipedia, ou em sites governamentais mesmo (das próprias universidades ou de autarquias). Se necessário, que o governo compre direitos autorais.

(3) Transmissão de dados subsidiada ou estatizada. Só assim o acesso a conteúdos  educacionais pode se aproximar da universalização.

(4) Educação à distância integral, o que exige reformulação de cursos e mudança de lei.  Considere-se a contribuição ao meio ambiente em termos de economia de energia gasta com transporte e conteúdo impresso.

(5) Substituiçao de avaliação, algo impossível de se realizar a não ser por entes divinizados, por um sistema de acompanhamento, monitoramento, tutoria, ou sabe-se lá que nome se possa dar ao sistema em que o estudante vai sendo orientado no seu processo de aprendizado. Nas profissões que exigirem rigor de avaliação para a prática da profissão, que sejam feitas avaliações pelo critério do resultado, do produto, de artigos ou livros publicados, de efetivo bom desempenho em prática monitorada após a formação acadêmica, etc (exemplos: Medicina, Engenharia, Direito).

(6) Com sites de busca como o Google,  o estudante tem toda a informação necessária à sua disposição. Não faz mais sentido aula com lousa e giz, nem  lousa eletrônica. A função dos professores é a de orientar, corrigir, incentivar, sugerir. 

(7) Incentivo à formação de grupos de pesquisa. Por exemplo, com concessão de prêmios por pesquisas realizadas e aplicadas.

(8) Adoção do padrão Windows da Microsoft,  muito mais fácil de utilizar,  pelo governo.  O governo pode pagar muito menos em negociação de grandes lotes de software.

(9) Substituição de classes presenciais por comunidades de aprendizado, em redes sociais. Mesmo porque é justamente isso que está a acontecer,  de modo informal.

(10) Assinatura e disponibilização na web de revistas e periódicos científicos.

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